quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Tipos de Teste em Áreas Específicas das Demonstrações Contábeis

Breves Conceitos

Evidências: são aquelas provenientes dos procedimentos de auditoria que irão permitir a formação e a fundamentação da opinião do auditor. Precisam ser claramente expostos e registrados nos papéis de trabalho pois irão se constituir em elementos de prova de sua conclusão.

Testes: regra geral, o auditor reúne os elementos comprobatórios por meio de testes, que se constituem no processo fundamental em auditoria. Pode-se aplicar os testes a todas as transações ou a uma amostra.


Tipos de testes de auditoria:
De procedimentos (Observância): destina-se a provar a credibilidade dos procedimentos de controle adotados pela empresa e não a identificar o saldo correto das transações. Visam assegurar que os procedimentos do controle interno estão sendo cumpridos corretamente.
Testes de saldos (Substantivos): é aquele empregado pelo auditor, com a finalidade de obter provas suficientes e convincentes sobre as transações, saldos e divulgações aplicáveis, que lhe proporcionem fundamentação razoável para a emissão de sua opinião sobre o item em exame.


Na prática dos testes de observância e substantivos, o auditor deve considerar os seguintes procedimentos técnicos básicos:
a) Inspeção – exame dos registros, documentos e de ativos tangíveis;
b) Observação – acompanhamento de processo ou procedimento quando de sua execução;
c) Investigação e confirmação – obtenção de informações junto a pessoas ou entidades conhecedoras da transação, dentro ou fora da entidade;
d) Cálculo – conferência da exatidão aritmética de documentos comprobatórios, registros e demonstrações contábeis e outras circunstâncias;
e) Revisão analítica – verificação do comportamento de valores significativos, mediante índices, quocientes, quantidades absolutas ou outros meios, com vistas à identificação de situação ou tendências atípicas.


Revisão do controle interno
Finalidade: _ Determinar qual a confiabilidade no controle interno, determinar os procedimentos que serão utilizados.
Objetivo_ Definir a extensão do trabalho.
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1) Auditoria das Disponibilidades (Caixa e Bancos)

Aspectos Contábeis
Caixa e bancos, é o ativo de maior liquidez. São registrados nestes grupos, os recursos disponíveis para aplicação nas transações da empresa: dinheiro em caixa; dinheiro em contas correntes bancárias; recebimentos não depositados; dinheiro ou cheques em trânsito.

A auditoria do disponível tem a
finalidade de:
a) determinar sua existência, que poderá estar na companhia, em bancos ou com terceiros;
b) determinar se é pertencente à companhia;
c) determinar se foram utilizados os princípios fundamentais de contabilidade (PFC) geralmente aceitos, em bases uniformes;
d) determinar a existência de restrições de uso ou de vinculações em garantia;
e) determinar se está corretamente classificado nas demonstrações financeiras e se as divulgações cabíveis foram expostas por notas explicativas.


Revisão dos controles Internos
Entre os vários tipos de controle, podemos citar alguns que servem de fortalecimento de controle interno para área do disponível e que podem ser utilizados de forma padrão pelas diversas empresas:
a) sistema de autorização e aprovação para pagamentos;
b) conciliação bancária periódica e revisada por pessoa independente à sua preparação;
c) utilização de duas pessoas independentes para assinatura dos cheques;
d) abertura de contas bancárias pela administração;
e) cancelamento de documentação comprobatória após pagamento;
f) controle de pgto. para evitar atrasos e consequentemente, multas ou juros de mora;
g) controle diário dos recebimentos e acompanhamento entre o valor depositado e o efetivamente recebido.


Procedimentos da Auditoria
Uma vez que o Caixa é considerado um bem que envolve grande risco e relativamente difícil de ser controlado, os procedimentos de auditoria a ele destinados tendem a ser mais extensos e mais detalhados que as outras áreas.


Podem ser utilizados os seguintes procedimentos:
a) Exame físico (contagem do caixa)
b) Confirmação (circularização para confirmar saldos), no disponível, bancos e aplicações;
c) Documentos originais (exame documental), simples verificação se o documento está correto;
d) Cálculo (soma do razão e a conciliação);
e) Investigação (exame detalhado);
f) Inquérito (explicações para documentação examinada);
g) Correlação (se a conta recebida antes era uma conta a receber);
h) Observação (observar se a contabilização feita foi adequada e se foi adotado os princípios de contabilidade).


Qdo da verificação das disponibilidades o auditor deve determinar:
a) a existência de vários caixas;
b) a existência de fundo fixo;
c) a existência de várias contas bancárias.


Contagem de caixa
Para realização de contagem de caixa, o auditor deve formar os seguintes dados:
a) contagem surpresa;
b) numerário de caixa existente, evitando tranferência de fundos;
c) presença do responsável (a contagem de caixa deve ser feita na presença dele);
d) o auditor deve preencher o seu papel de trabalho.


*O auditor deve dar maior atenção para situações anormais como: cheques antigos; cheques pessoais do responsável pelo caixa; comprovantes de desembolso de caixa sem data;

*Para recebimentos não depositados (cheques), acompanhar até o depósito no banco (inspeção de recibo de depósito autenticado e crédito no extrato bancário);

*Quando cheques de funcionários fazem parte do saldo de caixa, verificar se não são pós-datados e se são depositados prontamente;

*Inspecionar os comprovantes incluídos no saldo de caixa, quanto à aprovação e autenticidade;

*Preparar um papel de trabalho dando as seguintes informações: nome da empresa; título do papel de trabalho (contagem de caixa); data e hora da contagem; nome do responsável pelo caixa; composição do caixa.


*Durante a contagem, pode-se constatar outros itens não numerários. O auditor deve efetuar uma listagem, obter explicações e proceder o acompanhamento da resolução. Normalmente, isso deve ser anotado no papel de trabalho.


Para contas bancárias, deve-se observar os seguintes aspectos:
a) conciliação bancária (devem ser cuidadosamente examinadas para verificação de pendências existentes, para evitar possíveis ativos e despesas não contabilizadas);
c) obter confirmação independente;
d) extrato bancário para determinar que todos créditos e débitos foram iguais.

Para circularização dos saldos bancários, o auditor deve:
a) Solicitar o preenchimento da carta de confirmação bancária;
b) Conferir as informações da carta antes de ser expedida;
c) Incluir junto à carta de confirmação um envelope selado endereçado à própria firma de auditoria externa (para evitar que a carta seja enviada para outro local e para facilitar o trabalho do banco);
d) Colocar a carta de confirmação e o envelope selado da resposta num o envelope e envie pelo correio. Em nenhuma hipótese esse serviço poderá ser feito por outras pessoas da empresa (poderiam não enviar a carta ou alterar as informações);
e) Para as cartas não respondidas enviar segundos pedidos após quinze dias primeiro pedido;
f) Conferir todas as respostas recebidas, observando se incluem todas as informações necessárias;
g) Quando as respostas forem incompletas ou contiverem erros, enviar nova carta ao banco;
h) Para as cartas não respondidas obter confirmação pessoalmente.
i) Para bancos fora do local onde está sendo feita à auditoria, solicitar à administração da empresa telefonar reiterando o pedido de confirmação.


Corte (cutoff) de cheques
O objetivo é de certificar-se de que os cheques estão sendo registrados no período de sua competência e que as conciliações bancárias não contêm itens errôneos.
a) Obter ou preparar uma relação do último cheque emitido e dos cheques em branco para a data do exame;
b) Inspecionar os talões de cheques para confirmar as informações e examinar todos os cheques em branco.
c) Verificar se não foi lançado nenhum cheque de número posterior ao do cutoff nos seguintes registros: razão analítico de banco antes da data do exame; extrato bancário antes da data do exame;
d) Verificar se não foi lançado nenhum cheque de número anterior ao do cutoff nos seguintes registros: razão analítico do banco ou registro de caixa com pagamento após a data do exame; extrato bancário após a data do exame, que não esteja também pendente na conciliação bancária.


Testes das conciliações bancárias
A reconciliação é elaborada tomando como base o último dia do mês e consiste em eliminar as transações que aparecem em ambos os registros (extrato bancário e razão analítico). As transações que sobram representam itens pendentes.


a) Deve-se estabelecer o valor-limite individual para os itens que deverão ser testados. Ainda que abaixo do limite de teste, devem ser lidos todos os itens pendentes das reconciliações bancárias e investigado qualquer item, que pareça incomum, anormal, errado etc;
b) Obter cópia das reconciliações bancárias;
c) Conferir as somas das reconciliações bancárias;
d) Conferir o saldo contábil com o razão analítico;
e) Conferir o saldo bancário com o extrato bancário;
f) Cruzar o saldo bancário com a confirmação bancária;
g) Testar os itens pendentes referentes a pagamentos contabilizados
h) Testar os itens pendentes referentes a recebimentos (depósitos) contabilizados pela empresa e não acusados pelo banco.
i) Testar os débitos ou créditos acusados pelo banco mas não contabilizados pela empresa;
j) Para os outros itens pendentes, inspecionar a documentação, analisar natureza do item e verificar a contabilização no razão analítico e no extrato bancário em data anterior ou posterior à da conciliação bancária.
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2) Auditoria das Contas a Receber (Clientes)


Aspectos contábeis:
As contas a receber são contabilizadas no momento da venda e/ou serviço prestado. As contas vincendas em um ano devem ser classificadas no ativo circulante e se após um ano no realizável à longo prazo, porém se derivadas de vendas, adiantamentos ou empréstimos à sociedade coligadas ou controladas, diretores, acionistas ou participantes no lucro da companhia, que não se constituirem negócios usuais da exploração do objeto da companhia, independente do prazo de vencimento, serão classificadas no ativo realizável à longo prazo.


Provisão para Devedores Duvidosos (PDD)
Constituídas em função da expectativa de perdas, no montante suficiente para cobrir as perdas a serem incorridas. Consiste em identificar as perdas já conhecidas (clientes em concordata, em falência, em dificuldades financeiras); é realizada uma estimativa de perdas das contas a receber dos clientes restantes, com base na experiência de anos anteriores ou de empresas do mesmo ramo de negócios.


Duplicatas descontadas
É uma forma de captação de recursos junto à rede bancária, onde o banco compra as duplicatas, paga à vista descontando os encargos financeiros. Devem compor conta redutora de contas a receber, pois é conta de natureza credora. Não devem figurar no passivo porque não são uma obrigação, só passa a ser obrigação quando os títulos não forem pagos no vencimento.


Outros créditos
Titulos ou valores a receber que não tenham origem no objeto principal da empresa. Tais como, venda de imobilizado, créditos fiscais, adiantamento à funcionários. Essa auditoria tem a principal finalidade de determinar:
a) sua existência e representatividade contra os devedores envolvidos (verificar se o título existe mesmo e quem são os devedores);
b) se é de propriedade da companhia (pode haver um título que não diz respeito a empresa);
c) se foram utilizados os princípios de contabilidade em bases uniformes;
d) a existência de restrições de uso, de vinculação em garantia ou de contigências;
e) se está corretamente classificada nas demonstrações financeiras e que as divulgações aplicáveis foram expostas por notas explicativas.


Revisão do controle Interno
O fortalecimento do controle interno é necessário, permitindo a utilização de vários procedimentos da empresa, que concedam maior tranquilidade à adminstração, tal como:
a) Segregação de funções, entre a custódia das contas a receber e contabilização (quem recebe não contabiliza);
b) Autorização para descontos de duplicatas por pessoa independente de sua custódia;
c) Análise das contas a receber atrasadas e o esforço para seu recebimento;
d) Recebimentos por via bancária, confirmação dos devedores por pessoa independente de sua custódia.


Procedimentos da Auditoria
São dependentes da avaliação do controle interno e da materialidade envolvida, entre os quais:
a) Exame físico (determina a contagem de títulos);
b) Confirmação (circularização - confirma com alguns clientes se pagou ou não);
c) Exame documental (verifica se a duplicata é resultante de uma nota fiscal e onde ela está);
d) Cálculo (requer a soma das duplicatas mais soma de juros);
e) Escrituração (exame do razão, se está contabilizado correto);
f) Investigação (é o exame detalhado da documentação de venda, baixa da mercadoria, nota de saída, recibo);
g) Inquérito (Pedir explicações sobre dúvidas existentes, sobre incobráveis, etc.);
h) Registros auxiliares (é o exame do razão analítico);
i) Correlação (o auditor pode encontrar problemas na conta que está auditando ou em outra de correlação);
j) Observação (verifica se está contabilizada na conta correta, se fez a baixa de pagamento no momento de entrada).


Testes para Creditos de Liquidação Duvidosa
a) Determinar a sua existência e representatividade;
b) Conferir cálculos e somas;
c) Verificar a escrituração e documentos Originais;
d) Pela listagem dos valores a receber, fornecida pela empresa, selecionar e relacionar os valores já vencidos;
e) Verificar o grau de atraso na cobrança em percentuais, por exemplo:
Cobrança vencida há de 30 dias 5 %
Cobrança vencida há de 60 dias 4 %
Cobrança vencida há de 90 dias 3%
Cobrança vencida há de 120 dias 2 %
Cobrança vencida há de 150 dias 1 %
e) Verificar se o saldo da conta de fundo para devedores é suficiente para cobrir o volume da cobrança em atraso;
f) Verificar se os débitos em atraso de outras contas a receber (não provenientes de atividade operacional da empresa) foram incluídos, como de direito, no fundo para devedores duvidosos;
g) Examinar se a empresa mantém em vigor seguros contra risco de créditos concedidos a seus clientes, ou se as contas a receber encontram-se garantidas (total ou parcialmente), por qualquer tipo de garantia real, pessoais ou acessórias;
h) Testar os saldos existentes em contas de compensação que se refere às garantias do contas a receber;
i) Verificar valores levados a provisões, se continuam com seus saldos no decorrer do exercício seguinte, revelando neste caso, propósito desonesto de reduzir o resultado da empresa pela criação de uma provisão falsa;
j) Verificar se os saldos ultrapassam os limites de tolerância, previsto pelo estatuto ou pela legislação do imposto de renda, evitando multas e ônus de natureza fiscal;


Obs.: Afim de acompanhar o saldo da conta Fundo para Créditos Duvidosos, deve-se levantar uma demonstração deles abrangendo um período de três exercícios, para observar como se comporta uma fraude, muitas vezes tem raízes profundas e vem se arrastando em diversos exercícios, só podendo ser localizada com uma indagação dessa natureza.


Duplicatas Descontadas
A Auditoria deverá se preocupar sobre a possibilidade de emissão de duplicatas falsas, que seriam descontadas na rede bancária, como expediente para arrecadação de recursos financeiros.


Os índices que devem chamar a atenção para a auditoria são os seguintes:
a) Não ter saído mercadoria com relação à duplicata investigada;
b) A liquidação (pagamento) do título foi feita pela própria empresa;
c) A aplicação da venda foi cancelada somente na data do vencimento do título.


Documentação a ser Solicitada do Cliente:
a) Análise da conta duplicatas descontadas e da conta clientes;
b) Balancetes;
d) Razão da conta clientes; da conta duplicatas descontadas;
e) Conciliação bancária;
f) Obter junto a empresa, carta aos bancos solicitando os saldos das contas que a mesma possui com as instituições financeiras: conta corrente devedora e credora; duplicatas e títulos em cobrança simples e/ou em caução, duplicatas e títulos descontados;
g) Carta aos clientes solicitando o saldo da conta que a empresa tem;
h) Comparar os saldos da conta duplicatas descontadas da empresa com a dos bancos;
i ) Comparar os saldos em resposta à circularização dos clientes com o saldo do razão da conta clientes da empresa;
j) Verificar se há um acompanhamento contínuo do pagamento por parte dos clientes no devido vencimento das duplicatas descontadas, seja através de um mapa de acompanhamento ou através de extrato
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3) Auditoria de Estoques


O estoque é representado pelo conjunto de matérias-primas (MP), produtos em fabricação, produtos prontos, material de aplicação e material de embalagem, nas indústrias, e pelas mercadorias, nas empresas comerciais.


Natureza da auditoria: Exame dos títulos representativos dos estoques de bens destinados a produção e/ou venda.
O objeto de verificação dessa auditoria é o estoque físico existente, confrontado com os registros.


A auditoria dos estoques tem a finalidade de certificar-se da:
a) Existência, certificar-se que os valores inscritos sejam iguais a quantidade física dos produtos, mercadorias, matérias primas e materiais diversos em mãos, em trânsito, depósito/armazéns ou em consignações, pertencentes a empresa.


b) Legalidade, certificar-se que os bens estocados pertençam a empresa, não incluindo itens de terceiros, em consignação ou outra forma de depósito; se não estão penhorados ou em garantia e, caso estejam, se estão adequadamente informados em notas explicativas às demonstrações contábeis.


c) Adequação contábil, certificar-se que os valores foram avaliados em conformidade com os princípios fundamentais de contabilidade; se houve mudança de critério de avaliação dos estoques em relação com o procedimento do exercício anterior, e se, caso posititivo, se está adequadamente informado em nota explicativa e os reflexos dela decorrente nos valores do patrimônio e do resultado; se os critérios de custo de fabricação se for o caso, são adequados e satisfatórios; se os estoques não incluem itens obsoletos, inservíveis ou invendáveis e, se for o caso, se foi constituída provisão adequada.


Revisão do Controle Interno
A área de estoques exige do auditor um grande conhecimento da empresa auditada, de seu sistema operacional, de seus produtos, do perfil dos seus fornecedores e de seus clientes, dos seus sistemas de guarda e controle dos seus estoques em geral.


Os controles internos para estoques estão diretamente relacionados com as atividades de compras, produção, armazenamento e registro contábil. Um adequado sistema de controles internos exige que as mercadorias sejam: requisitadas, recebidas, controladas, segregadas, distribuídas internamente através de requisição e, aquelas que venham a permanecerem estocadas, que sejam regularmente contadas e valorizadas com cuidado e exatidão.


Entre outros, alguns exemplos de controle interno que podem se utilizados nas companhias:
a) segregação de funções entre a guarda física dos estoques e a de contabilização;
b) autorização de compra por pessoa de nível;
c) utilização de coleta de preços para compras;
d) utilização de requisição de materiais para produção;
e) apontamento das horas trabalhadas na produção;
f) registro perpétuo dos estoques;
g) determinação do ponto mínimo de estoque;
h) conciliação periódica entre o registro perpétuo e o razão sintético de estoques;
i) contagens rotativas de estoques;
j) sistema de custos integrado à contabilidade;
k) segregação de funções entre o setor de compras e o de recebimento;
l) contagem física quando da recepção e emissão de documento comprobatório.


Procedimentos da auditoria
a) Exame físico (contagem de estoques de matérias-primas, processo acabados e materiais em consignação ou com terceiros);
b) Confirmação (de estoques com terceiros; estoques de terceiros; estoques em consignação);
c) Documentos originais (exame documental das notas fiscais por compra e pagamentos; exame de contratos de compra e venda; exame documental das apropriações de matérias-primas e mão-de-obra);
d) Cálculos (soma de contagem de estoques; cálculos das quantidades pelo preço unitário; cálculos dos impostos; apropriação das despesas gerais de fabricação);
e) Escrituração (exame da conta de razão de produtos acabados; exame da conta de razão de importações em trânsito; exame das ordens de fabricação);
f) Conferência e revisão das contagens físicas (Follow-up).


Verificação da existência física
a) Leia as instruções da empresa para o levantamento do inventário e observe principalmente os seguintes detalhes:
Planejamento;
Controle das etiquetas;
Corte das operações;
Movimentação interna e externa dos produtos;
Identificação dos produtos
b)Leia os papéis de trabalho do exercício anterior. Verifique como foi realizado o trabalho e se houve intercorrências.
c) Obtenha o valor aproximado do estoque em cada local da empresa e determine os locais que serão visitados pelos auditores;
d) Visite os locais onde serão realizadas as contagens e verifique se tudo está de acordo como planejado.
e) Verifique a possibilidade de poder contar com a ajuda dos auditores internos da empresa.
f) Reúna-se com os auditores externos que irão realizar a contagem, para orientá-los quanto aos procedimentos e áreas de atuação.


Durante as contagens o auditor deve efetuar os seguintes procedimentos:
*Verificar se os participantes estão seguindo as instruções do inventário;
*Efetuar os testes de contagens e confrontar com as anotadas pelos participantes;
*Preparar papéis de trabalho para os itens de maior valor monetário;
*Verificar matérias-primas e produtos obsoletos estragados ou de movimentos lentos (não movimentados em 12 meses), prepare papéis de trabalho dando detalhes);
*Observar se foram adotados procedimentos adequados para os produtos faturados e não entregues e para as matérias-primas recebidas durante o inventário;
*Preparar PTAs (Papéis de Trabalho e Anotações) de corte das operações dos documentos de entrada e saída;
*Preparar PTAs de corte das etiquetas de contagem (emitidas, utilizadas, em branco, etc.)


Após terminado o inventário, devem ser executados os seguintes procedimentos:
a) Veja a inclusão dos itens testados pelos auditores nas relações finais de inventário;
b) Examine as relações finais de inventário e atente para produtos ou matérias-primas de valor significativo que não tenham sido contados pelos auditores;
c) Teste o corte das entradas e saídas, observando se os documentos foram contabilizados no mês de sua ocorrência;
d) Teste corte de etiquetas com a relação final de inventário (verificar se o corte das etiquetas estão coerentes com as apresentadas na relação final do inventário);
e) Verifique se as diferenças de inventário foram adequadamente apuradas investigadas e analisadas.


Teste de avaliação
a) Revise o sistema de alocação dos custos aos estoques;
b) Verifique se está adequado em relação às operações da empresa, se está de acordo com os PFC e se consistente com o adotado no exercício anterior;
c) Verifique se o somatório das relações finais do inventário coincide com as respectivas contas do razão na contabilidade;
d) Selecione MP, produtos em processo e produtos acabados para teste.


Teste a Matéria Prima da seguinte forma:
a) Confira as informações com os registros dos estoques
b) Verifique se as quantidades multiplicadas pelo custo unitário são iguais ao custo total;
c) Revise os cálculos de apuração dos custos unitários de acordo com o método utilizado pela empresa (PEPS, UEPS, Custo Médio) e com base no registro de estoque;
d) Compare o custo unitário atual com o de exercício anterior e investigue quaisquer anormalidades


Teste os produtos em processo da seguinte forma:
a) Confira as informações com os registros analíticos de custos;
b) Verifique se esses produtos em processo estão recebendo débitos normalmente, caso contrário, poderia indicar projetos abandonados, produtos defeituosos, obsoletos, sem mercado etc.;
c) Obtenha estimativas dos custos necessários para completar o produto em processo, compare o custo unitário total (estimativa mais custos acumulados) com o custo unitário do ano anterior de um produto terminado da mesma natureza e analise quaisquer discrepâncias;
d) Confronte o custo unitário total (estimativa mais custos acumulados) com c valor de mercado (preço de venda deduzido das demais despesas necessárias para efetuar a venda). Caso o valor de mercado seja inferior, a empresa deve constituir provisão para desvalorização de estoques.


Teste os produtos acabados da seguinte forma:
a) Confira as informações com os registros de estoques;
b) Confira se o cálculo das quantidades multiplicadas pelo custo unitário é igual ao custo total;
c) Revise, da mesma forma das matérias-primas, os cálculos de apuração dos custos unitários durante o exercício social sob exame;
d) Confronte o custo unitário atual com o do ano anterior e investigue quaisquer anormalidades;
e) Compare o custo unitário atual com o valor de mercado (preço de venda deduzido das demais despesas necessárias para efetuar a venda). Na hipótese de o valor de mercado estar abaixo do custo, a empresa deve constituir provisão para desvalorização de estoques.


Outros procedimentos de auditoria (produtos obsoletos e de pouco movimento)
a) Investigue se os procedimentos da empresa para distinguir esses bens dos estoques normais são satisfatórios;
b) Veja se foram anotados bens dessa natureza nos papéis de trabalho do inventário físico;
c) Examine os registros de estoques para matérias-primas e produtos sem movimento nos últimos 12 meses;
d) Verifique se os estoques obsoletos e de lento movimento foram adequadamente avaliados no balanço patrimonial.
e) Verifique se os lucros não realizados nas transferências de estoques entre departamentos ou filiais ou nas vendas entre companhias do mesmo grupo foral eliminados para fins de combinação, consolidação e avaliação de investimento pelo método de equivalência patrimonial.
f) Calcule a rotação de cada classe de estoque e compare com o resultado encontrado com o do ano anterior. Situações anormais deverão ser investigadas e explicadas nos papéis de trabalho.


Responsabilidades
O procedimento básico de auditoria para área de estoques é a Observação, que consiste no acompanhamento de um procedimento usual e obrigatório da empresa (Inventário), enquanto ele se realiza, conforme a Normas Brasileiras de Auditoria.
Assim, o auditor não é responsável pelo levantamento ou supervisão do inventário de estoques, este é responsabilidade da administração da empresa. Ao auditor cabe a responsabilidade profissional de observar a realização do inventário, certificar-se que os procedimentos são adequados, e as anotações estão procedidas corretamente, através de testes e inspeções de itens selecionados. No caso de não ser possível a observação do Inventário, o auditor deverá efetuar contagem física dos estoques, utilizando bom senso e técnicas de amostragem, para obter evidências e provas adequadas para suas conclusões e opiniões.


Inventário
De acordo com o art. 12, § 4º da Instrução Normativa SRF nº 93/97, "a pessoa jurídica que possuir registro permanente de estoques, integrado e coordenado com a contabilidade, deverá ajustar os saldos contábeis, em relação à contagem física, ao final de cada ano-calendário, ou no encerramento do período de apuração, nos casos de incorporação, fusão, cisão ou encerramento de atividades".
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4) Auditoria de Investimentos


Classificam-se como investimentos as participações permanentes em outras sociedades, os direitos de qualquer natureza não classificáveis no ativo circulante ou no RLP e que não se destinem a manutenção das atividades da empresa.


Os investimentos podem ser compulsórios ou voluntários.
Compulsórios são as aplicações de capital de natureza obrigatória, representa tradicionalmente por investimentos em incentivos fiscais.
Voluntários são espontâneos e, normalmente, representam uma participação em outra companhia.


A auditoria de investimentos tem a finalidade de determinar:
a) sua existência em poder da companhia em custódia com terceiros;
b) se é propriedade da companhia;
c) se foram utilizados os princípios de contabilidade em bases uniformes;
d) a existência de vinculação em garantia;
e) se a receita ou prejuízo apropriado ao período foram adequadamente contabilizados;
f) se estão corretamente classificadas nas demonstrações finananceiras e que as divulgações cabiveís foram expostas nas notas explicativas.


Revisão do Contrôle Interno
Tem a finalidade de determinar qual a confiabilidade depositada no contrôle interno para que se possa determinar quais os procedimentos de auditoria a serem utilizados, qual o momento propício de sua aplicação e, sua extensão. Alguns exemplos:
a) segregação de função entre a custódia dos investimentos e a escrituração;
b) utilização de cofre acessível de no mínimo duas pessoas independentes entre si;
Sistema de autorização para aquisição e baixa do investimento;
c) planailha de acompanhamento da situação das companhias investidas;
d) contagem periódica por pessoa independente de sua guarda física.


Procedimentos da Auditoria
a) Exame físico (contagem dos investimentos, com atenção a numeração dos títulos);
b) Confirmação da propriedade dos investimentos da entidade e dos investimentos em poder de terceiros (custodiados);
c) Exame da documentação original: aquisições realizadas no período (compras), vendas realizadas no período; atas e assembléias; contratos efetuados;
d) Revisão de Cálculo: da participação em outras empresas; da Equivalência patrimonial; da provisão para perdas;
e) Escrituração: verificação do razão (contas dos investimentos, receitas), contabilização no período de competência;
f) Investigação: exame mais detalhado quanto à documentação de compra e venda, quanto às aprovações e autorizações;
g) Inquérito: explicação das compras e vendas; quanto à situação patrimonial das empresas investidas.
h) Registros auxiliares;
i) Correlação: relacionamento das compras de investimentos realizadas com o disponível ou passivo; relacionamento da equivalência patrimonial contabilizada com o resultado; relacionamentos dos investimentos com dividendos recebidos.
j) Observação: quanto aos controles existentes sobre os investimentos; classificação adequada dos mesmos; observação aos princípios de contabilidade.


Avaliação
A MP 449/08, art. 248, define que os investimentos em sociedades coligadas ou em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial.


Método de equivalência patrimonial, corresponde à aplicação do percentual de participação da investidora no capital social da investida, isto é, no patrimônio líquido da investida.
As condições para a aplicação deste método são as que seguem:
a) sociedades controladas (o controle ocorre quando se detém 50% das ações ON mais uma ou acordo de acionistas);
b) sociedades coligadas com participação mínima de 20%;
c) sociedades coligadas com participação entre 10% e 20%, porém com influência na administração.
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5) Auditoria do Imobilizado


Imobilizado é o conjunto de bens e direitos que a empresa necessita para funcionar. Exemplos de bens: imóveis (terrenos, edifícios e construções), máquinas, computadores, móveis, instalações e ferramentas.
Exemplos de direitos: marcas, patentes e direito de uso.


Objetivos da auditoria:
a) determinar a existência e determinação da contabilidade;
b) se pertence a companhia;
c) se os princípios contábeis foram utilizados;
d) determinar se os bens do imobilizado foram adequadamente depreciados;
e) determinar a existência de bens penhorados, dados em garantia ou restrição de uso;
f) se o imobilizado está corretamente classificado;
g) se as divulgações cabíveis foram expostas por notas explicativas.


Revisão do controle Interno
Alguns pontos de controle que podem ser encontrados na área do imobilizado:
a) contagens periódicas;
b) balanceamento periódico entre as fichas individuais e os registros contábeis;
c) sistema de autorização para aquisição e venda;
d) segregação de função entre os setores de compras, recepção e escrituração.


Procedimentos de auditoria
a) Verificação da existência física
b) Teste das aquisições
c) Testes das despesas de manutenção e reparos
d) Testes das depreciações
e)Testes das baixas
f) Verificação da conta imobilizado em andamento
g) Verificação de propriedade e ônus sobre imóveis
h) Teste da reavaliação


Verificação da existência física
a) Obtenha uma listagem individual dos bens do ativo imobilizado, com data-base do fim do período, e confira a soma dessa listagem.
b) Verifique se total desta listagem concorda com o saldo do custo corrigido no fim do período, apresentado no papel de trabalho de movimentação de contas.
c) Selecione bens para serem identificados fisicamente.
d) Selecione, aleatoriamente, bens fisicamente e identifique-os na listagem.


Teste das aquisições
a) Selecione itens para serem testados;
b) Confira o valor selecionado com a documentação de compra (observe se está em nome da empresa);
c) Inspecione a documentação de compra (nota fiscal, pedido de compra e/ou contrato, mapa de licitação, cotações de preços e requisição de material/serviço) e atente quanto a sua autenticidade;
d) Confira a aprovação da compra segundo os limites de competência estabelecidos nas normas internas da empresa.
e) No caso de construção própria, verifique se foram debitados no ativo imobilizado todos os custos referentes à matéria-prima, mão-de-obra direta e gastos gerais de construção.


Teste das despesas de manutenção e reparos
a) Selecione itens para serem testados.
b) Observe se os gastos com manutenção (para manter os bens em bom estado operacional) e os gastos com reparos (para voltar os bens ao bom estado operacional) não aumentam a vida útil do bem e, portanto, devem ser tratados como despesa do ano.
c) Inspecione a documentação comprobatória dos itens selecionados.


Teste das depreciações
a) Verifique se a vida útil, estabelecida para cada classe de bens, é adequada e está consistente com o ano anterior.
b) Verifique se as benfeitorias em imóveis de terceiros estão sendo amortizadas de acordo com o prazo do contrato de aluguel.
c) Verifique se o método de depreciação está de acordo com os PFC e é consistente com o ano anterior.
d) Verifique a razoabilidade da classificação da depreciação e identifique-a nas contas do razão de custo de produção e despesa do período.
e) Efetue o cálculo global da depreciação (por sua conta).


Teste das baixas
a) Selecione, por meio dos registros contábeis (verifique se o total concorda com o PT de movimentação de contas), itens a serem testados e execute os seguintes procedimentos de auditoria:
*Inspecione registros individuais e confira os cálculos do custo e da depreciação acumulada;
*Inspecione autorização para a baixa, segundo definido no manual interno da empresa;
* No caso de venda, inspecione a documentação comprobatória, identifique o valor da venda na conta de "receita na venda de bens do ativo imobilizado” (receitas operacionais) e verifique se o valor da venda é razoável em relação ao bem vendido.
b) Selecione alguns bens vendidos, partindo da conta de receita na venda de bens do ativo imobilizado, e verifique se o valor contábil dos bens vendidos foi baixado do ativo imobilizado.
c) Verifique se o valor das baixas, segundo o PT de movimentação de contas (custo corrigido deduzido da depreciação acumulada corrigida) concorda com o saldo de conta de valor contábil de bens do ativo imobifizado baixados (despesas operacionais).


Verificação da conta imobilizado em andamento
a) Verifique a regularidade de aplicação de custos, ou seja, se a conta específica do projeto vem recebendo custos normalmente;
b) A ausência de débitos recentes de custos poderá ser em função do projeto ter sido abandonado, que não é mas viável, ou até mesmo por ele já ter sido concluído;
c) Inspecione plano do projeto, contrato de construção e orçamento de custos. Compare com a situação existente (custos acumulados, desenvolvimento físico etc.), converse com o pessoal técnico responsável e, sempre que possível, visite o local, a fim de se certificar que não existe qualquer anormalidade.
d) Para os projetos encerrados durante o período, verifique se todos os custos foram transferidos para as contas definitivas do ativo imobilizado e confira a data da transferência com a documentação comprobatória (certificado da engenharia etc.).


Verificação de propriedade e ônus sobre imóveis
a) Obtenha certidões negativas dos imóveis para a data do exame;
b) Verifique se nessas certidões negativas os imóveis estão em nome da empresa e se não existem ônus sobre os mesmos;
c) Caso existam ônus, observe se a transação foi devidamente aprovada. Na hipótese do imóvel ter sido dado em garantia de um financiamento, certifique-se de que o financiamento foi registrado no passivo da empresa e que essa informação foi divulgada em nota explicativa das demonstrações financeiras.


Teste de reavaliação
a) Caso a empresa tenha reavaliado bens do ativo imobilizado durante o exercício social, inspecione o laudo dos peritos ou da empresa avaliadora e confira-o com as informações registradas no razão geral (data, valor, classificação por conta etc.);
b) Essa conferência é importante, se a reavaliação de um terreno for debitada na conta de edifícios, tem influência direta na depreciação, e consequentemente no lucro líquido do exercício;
c) O auditor deve examinar também a ata da assembléia de acionistas que aprovou a reavaliação.


Observações:
Reavaliação (o valor reavaliado passa a ser custo contábil para efeitos de impairment).


Impairment (Teste de Recuperabilidade)
A Lei Nº. 11.638/2007 traz a extinção da reavaliação de ativos e a inserção do impairment, com propósito de deixar os ativos registrados ao limite dos valores correspondentes ao seu retorno econômico.


Valor contábil é o valor pelo qual um ativo é reconhecido após a dedução da depreciação e da perda por redução ao valor recuperável acumuladas.


Valor recuperável é o maior valor entre o valor justo menos os custos de venda de um ativo e seu valor em uso.


Valor justo é o valor pelo qual um ativo pode ser negociado entre as partes interessadas, decorrente de uma transação não compulsória. Na prática, valor justo é o valor de mercado ou equivalente (art. 183, § 1º, MP 449/08).


Método da reavaliação
A reavaliação deve ser realizada com suficiente regularidade para assegurar que o valor contábil do ativo não apresente divergência relevante em relação ao seu valor justo na data do balanço (art.183, § 3º, MP 449/08).
Etapas do Teste: Valor contábil líquido comparado com valor recuperável. O maior entre o valor líquido de venda e valor em uso.
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6) Auditoria de Fornecedores


Como controle interno de fornecedores, podemos citar:
a) registro de fornecedores, por ramo, contendo todos os dados necessários, tais como: natureza, produtos, distribuidor, revendedor atacadista ou varejista, etc.;
b) centralização no recebimento das notas fiscais de fornecedores;
c) conferência das notas fiscais (se foram aprovadas e se estão de acordo com a ordem de compra, contrato, etc);
d) as faturas com as respectivas notas fiscais devem estar em harmonia em prazo, preço e especificações.


Procedimentos da Auditoria
a) Para análise das compras, convém ao auditor, obter relação por fornecedores a pagar, notas fiscais e duplicatas, na data-base de encerramento do exercício social, devendo o total conferir com o razão geral.
b) Investigue possíveis divergências.
c) Na amostragem, para circularização devem ser incluídas algumas faturas de pequeno valor, pois, conhecida a tendência de serem confirmadas apenas quantias maiores, erros intencionais de contabilização e listagem poderão ser praticados, reduzindo o montante de alguma fatura.
d) Obtenha cartas de confirmação de saldos de alguns fornecedores. Devem ser circularizados os fornecedores (nacionais e estrangeiros), para os quais empresa mantém maior volume de operações.


O auditor deve dar maior atenção ao seguinte:
a) contas antigas não baixadas;
b) contas canceladas durante o exercício;
c) devoluções inconvenientes;
d) contas com saldos devedores.


Para estes casos, recomenda-se a circularização integral com renovados pedidos, se não houver resposta. As respostas deverão ser confrontadas com a listagem original. Os casos de divergência devem ser investigados.


Para as cartas de confirmação de fornecedores recebidas e que apresentam divergências em relação aos registros contábeis da empresa, efetue os seguintes procedimentos alternativos de auditoria:
a) Prepare uma conciliação dos valores;
b) Analise e inspecione a documentação comprobatória dos itens pendentes na conciliação;
c) Considere a necessidade de visitar o fornecedor a fim de esclarecer eventuais divergências.
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7) Auditoria de Advogados


Refere-se à carta de confirmação dos advogados, que serve para garantir que todos os contratos e demandas judiciais que envolvem o nome da cia foram entregues aos auditores para cálculo de provisões ativas e passivas.


Procedimentos da auditoria
a) Obtenha cartas de confirmação de advogados (externos e internos) com relação à situação atual e o resultado provável de processos pendentes.
b) Considere as informações dos advogados na auditoria das contas de provisão e na revisão das informações divulgadas em notas explicativas.
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8) Auditoria de Seguros


Para esta conta é recomendável a circularização, além de exame minucioso das apólices vigentes. O objetivo é o de reconhecer o passivo resultante dos prêmios de seguro a pagar, e principalmente, constatar qual a cobertura existente para os ativos da empresa, se é suficiente e adequada e se existem outros tipos de seguro para contingências e responsabilidades. O auditor deverá entrevistar o encarregado da área de seguro, para obter informações necessárias para orientá-lo em seus exames.
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9) Auditoria de Folha de Pagamentos


Os procedimentos são orientados sob a razoabilidade do saldo final a pagar. Para isso, deve-se pesquisar o movimento contábil durante o exercício a fim de verificar possíveis lançamentos extraordinários.
O controle das folhas pede:
a) confrontar o saldo das contas com o razão;
b) conferir o cálculo de provisão de férias, 13º salário e encargos respectivos;
c) inspecionar a documentação comprobatória com os pagamentos efetuados.


Teste dos salários a pagar e descontos e encargos sociais a recolher
a) Obtenha a análise de composição do saldo dessas contas.
b) Confira o valor da análise com a respectiva conta do razão da contabilidade.
c) Verifique se não existem itens antigos ou anormais na análise.
d) Confronte os valores com a folha de pagamento.
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REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA.


ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti, Auditoria: Um curso moderno e completo / Marcelo Cavalcanti Almeida. – 6ª ed. São Paulo: Atlas, 2003.


ATTIE, Willian.Auditoria: Conceitos e aplicações. 3 ed. São Paulo: Atlas, 1998.


CREPALDI, Silvio Aparecido, Auditoria Contábil, Teoria e Pratica, 2ª Edição, São Paulo: Atlas 2002.


FIPECAFI, Manual de Contabilidade das sociedades por ações. 5 ed. São Paulo: Atlas,2000.


FRANCO, Hilário e MARRA, Ernesto. Auditoria contábil. 1 ed. São Paulo: Atlas,1989 e 2000.


FLORENTINO, Américo Matheus. Auditoria Contábil. 3 ed. Rio de Janeiro: Editora da Fundação Getulio Vargas, 1979.


SÁ, Antônio Lopes de, Curso de auditoria / A. Lopes de Sá. – 10ª ed. – São Paulo: Atlas, 2002.


Normas Brasileiras de contabilidade. Auditoria independente. Auditoria interna. Perícia contábil. 5ª edição – revista e atualizada Porto Alegre - RS julho de 2009


Princípios Fundamentais de Contabilidade. 6ª edição – revista e atualizada Porto Alegre - RS julho de 2009


Legislação da Profissão Contábil. 18ª edição – revista e atualizada Porto Alegre - RS março de 2009


Manual de Orientação e de Procedimentos para as Organizações Contábeis. 4ª edição – revista e atualizada Porto Alegre - RS Julho de 2009


Orgãos relacionados: CFC, CPC, CVM, IBRACON, CRCs



3 comentários:

Flavia Regina disse...

Olá Layla!!! Tô chegando agora no blog, adorei! Parabéns pela criação.

PARANA disse...

Oi Layla, poderia comentar uma questão q não compreendi o babarito?

LaylaWind disse...

Que ser "babarito", cara pálida....rssss?